E nunca mais foi visto


         
     
 E nunca mais foi visto 
                                    uma peça de Lidiane Marques



"Porque eu acho que você, as vezes, não é sincera. porque só o fato de você ser mulher já me incomoda. [e ainda tem as demais semelhanças]. porque você escancara o fato de não ser única. porque o jogo chega ao fim se não há como vencer. se você é mais velha. ou sou eu dessa vez. porque você é hoje ou ontem o que eu sonhei ser longe. mais perto ou menos perto. muito espaço pouca gente. pára. 

        Entre crianças desaparecidas e mães esperantes, nasce um espetáculo."


 
E nunca mais foi vistoE nunca mais foi vistoE nunca mais foi visto

Realização
Protótipo Tópico e Programa Municipal de Estímulo a Cultura de Bauru.

Ficha Técnica
Concepção, direção e interpretação: Lidiane Marques
Encenação e direção: Fábio Valerio
Orientação artística: Fabiana Monsalú
Iluminação: Thiago Neves
Sonoplastia: Lidiane Marques e Fábio Valerio
Cenografia: Gastão Debreix 
Bonecas: Paulo Barreto
Figurino: Lidiane Marques
Fotografia: Marina Wang
Design: Coletivo Boitatá
Vídeo: Bruno Ducatti
Agradecimentos: Tom Peres, Daniel Kojima e Marisa Franco



Proposta de encenação

O intemporal percurso entre a pré-expressividade e a cena, como base técnica do trabalho, acabou por trazer à tona a relação mãe-filho, o desaparecimento de crianças, a atemporalidade e o vazio que uma espera pode ser, o resgate de um universo infantil, a percepção de que a criança desaparecida ou a infância perdida estavam na própria atriz.

A partir deste material, além da pesquisa propriamente sobre o trabalho do ator, os estudos pautaram-se em casos reais de desaparecimentos, diversos relatos de familiares especialmente de mães, contos e cantigas infantis e histórias e estórias da atriz.

A concepção estética, por sua vez, fez releituras, principalmente, acerca dos estudos de Cândido Portinari para a concepção do mural “Guerra”, análises dos registros fotográficos da atriz, considerando também o conceito de instalação e a simbologia das cores.

E assim surgiu “e nunca mais foi visto”, um espaço de espera, lembrança, vazio, preenchimento, entrega, amor, devaneios, realidade, filhos e mães.

Para quem quiser conhecer mais sobre o projeto, basta acessarmarqueslidiane.blogspot.com
E nunca mais foi vistoE nunca mais foi vistoE nunca mais foi visto